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This cartoon is @!#* awesome!

O mais legal é encontrar criancinhas que já estão na última fase e aterrorizam os próprios pais. E não deixem de dar uma olhada no site, que tem muita coisa bacana.

Reachable

Ontem teve funeral de um tio — daqueles tios que na verdade não são tios, mas primos de um dos pais. Sabe quando morre um parente e alguém toca a ligar para todos avisando? Então, já vi mais de uma vez morrer alguém e não conseguirem ligar para todo mundo. Família grande tem disso, o pessoal vai se espalhando em outras cidades, o povo vai perdendo o contato. Se mudam de número, então, fica bem complicado achar aqueles parentes que somem no mundo. Acontece que tem um povo muito old school. Tanto que não usam celular nem têm e-mail.

Quando for a vez da nossa geração entrar em contato com parentes distantes/distanciados, provavelmente teremos mais de um meio de procurá-los: tem o telefone dele(s)? Celular? E-mail? Orkut/Facebook/Hi5/Twitter? Talvez o problema não será a falta de contato, e sim se os dados que você tiver estarão atualizados ou não.

Orkut acadêmico

Outro dia, a Dora twittou sobre o Academia.edu, uma espécie de Lattes meets Facebook. Ou seja, um Orkut acadêmico! Muito legal, apesar de ainda ter um ou outro defeito. Mas tudo bem, quando o Orkut começou também era um horror que não funcionava direito.

Entrem lá no site, é bem bacaninha.

Horário Político

Aqui em Campinas alguns canais de TV passam o horário político de São Paulo. Alguém pode me explicar essa propaganda que diz que “internet não vai ser mais só coisa de rico”, e que haverá acesso gratuito para todos?

Quer dizer, seria banda-larga e sem-fio. Hello?! Pra conseguir ter acesso às redes sem-fio a pessoa vai precisar ou de um computador novo (que já venha pronto pra usar wi-fi) ou de um adaptador. Onde é que entra a parte barata da história?

Na padaria

Tinha lá uma caixinha de biscoitos importados. Quem disse que biscoito não pode ser filosófico? Ou matemático-filosófico?

Mas eu acho que um Choco Chomsky venderia mais; além de soar muito mais crocante, teriam ainda as hordas de lingüistas que comprariam só pela graça. Mas não seria o único produto!

Na verdade eu gostaria que esse achocolatado se chamasse Soft Palate. Mas não importa, porque de todos os produtos feitos de chocolate, o meu favorito continua sendo aquele em que os segmentos já vêm discernidos!

Trabalho com diversão

Neste momento estou trabalhando na minha dissertação na rede da sacada, onde a sombra deixa o clima agradável. Uma almofadinha pra encostar a cabeça, notebook no colo e wi-fi por aí. Somente uma dúvida me assola.

Como é que eu não tive essa idéia antes?! Trabalhar na rede de dormir é uma maravilha!

OK, já faz tempo que foi a cerimônia de abertura. Eu só queria dizer uma coisa.

Depois de Zhang Yimou, as próximas cerimônias de abertura já estão no chinelo.

E se você não sabe quem é o cara, vai assistir O clã das adagas voadoras e Herói. No mínimo!

Saussure versus Kasparov

O Saussure gostava mesmo era da sincronia, e não da diacronia. Faz uns dias, fiquei pensando na sua analogia do jogo de xadrez. Dizia ele que, para uma pessoa que chegasse durante uma partida, as jogadas anteriores não seriam cruciais para a compreensão do estado atual do jogo. Ou seja, os jogadores não teriam nenhuma vantagem com relação a esse espectador.

Mas se o Saussure tivesse conhecido o Garry Kasparov, talvez ele tivesse reconsiderado.

Mestres de xadrez estudam seus adversários antes de uma partida. Afinal de contas, o que se chama de “estilo” de um jogador é apenas a previsibilidade humana com outro nome. Mas o caráter previsível não é restrito aos humanos: O próprio Kasparov, quando perdeu de um computador na década de 90, reclamou que não pôde ter acesso às partidas anteriores do adversário (o computador) para poder se preparar, enquanto os programadores responsáveis ficaram um bom tempo estudando suas jogadas para saber como era o “estilo Kasparov”. O que ele queria era tentar se familiarizar com o “estilo” da máquina.

Então OK, o espectador pode ser capaz de compreender a situação atual do jogo sem ter conhecimento dos estágios anteriores, mas só os jogadores podem arriscar um palpite decente sobre qual será a próxima jogada. Isso quer dizer que, prestando bastante atenção nos movimentos, sempre dá para arriscar um educated guess. Vai dizer que olhar pros estágios anteriores é perda de tempo, é…?

Falando em TV portuguesa

Como no Brasil, em Portugal as novelas fazem muito sucesso. A SIC, um dos principais canais, até transmite as novelas brasileiras (com uns dois meses de atraso) além de produzir suas próprias. Quando um país começa a produzir novelas para públicos específicos — assim como se fez aqui, eles filmaram versões de Chiquititas e Floribella, além de ter um troço chamado Morangos com açúcar, que é um Malhação lusitano –, aí você sabe que eles levam esse setor a sério.

Mas como levar a sério títulos como “Dei-te quase tudo”, “Fala-me de amor” e “Deixa-me amar”? Veja essa propaganda de uma novela da TVI, logo abaixo; como levar a sério essas atuações brilhantes? :D

É claro, as novelas brasileiras não são tão melhores. É engraçado prestar atenção nos diálogos que se criam, nas situações improváveis e em toda a forçação de barra. Novela é rotulada como drama, mas em todos os aspectos acaba se mostrando algo extremamente cômico — mesmo que isso não seja intencional.

OK, os portugueses adoram novela brasileira; mas se algum dia a Globo passasse uma novela portuguesa, ia acontecer exatamente isso que os Gato Fedorento, grupo de comediantes nonsense portugueses, mostram nessa paródia. Oi?

Ficheiros Secretos

Os portugueses chamam o Arquivo X de Ficheiros Secretos (ou melhor, F’chéirus S’crétush). A coisa mais divertida era sentar com os meus amigos em Lisboa para ver Ficheiros Secretos à noite e rir das às vezes inusitadas legendas em português europeu.

Era sempre engraçado ver alguém dizendo “Olá, malta” ao invés de “Hey guys”. E as formas de tratamento, que costumavam me causar grande confusão no início: Ms. Scully virava “a menina Scully”. (Pois é, em Portugal eu era “a menina Angela”…)

Mas o prêmio de melhor tradução literal vai para o episódio em que um personagem diz algo do tipo “He’s in a far away place now… a thousand miles from here…”, e o tradutor me inventa a seguinte legenda:

“Ele está longe, a 1600 quilómetros daqui…”